2003/11/16

Não vou à inauguração do Dragão 

Porque sou contra o Euro-2004 e todo o inerente desperdício novo-riquista;
Porque não me quero cruzar com autarcas e governantes promíscuos sem espinha dorsal ou pingo de vergonha;
Porque não quero dar de caras com um “talliban” como o MST que acabo de ouvir afirmar à RTP1 que o estádio não custou nada à Câmara!!!
Porque como contribuinte já dei coercivamente para 9 mamarrachos e 1 obra de arte (o Dragão, há que reconhecer);
Porque o País está a ficar completamente subjugado pelo fundamentalismo religioso das “seitas” do futebol;
Porque não se deve perder a razão e há que resistir e dizer que não a toda esta insanidade!

Vou à inauguração do Dragão 

Embora não aprove o estilo dos dirigentes do meu clube. Embora desdenhe cada intromissão de Pinto da Costa na política local e nacional. Embora julgue que a construção de 10 estádios para um Europeu (fui aos 2 últimos, Inglaterra 96 e Holanda/Bélgica 2000, e não vi nada disso) demonstra um novo-riquismo exacerbado.
Vou à inauguração porque sou portista. Porque sou sócio do FCP desde 1977. Porque este é um típico momento em que a emoção sobreleva a razão.

A resposta virá à noitinha 

A análise que o excelente Grande Loja do Queijo Limiano fez da minha prosa no Semanário obriga-me a uma resposta um pouco mais pensada do que aquilo que o tempo me permite, para hoje. O fim-de-semana é implacável para a arte de blogar e hoje - daqui a pouco - vou à inauguração do estádio do Estádio do Dragão.
Mais logo, depois dos prémios, virá a resposta. Para já, como aperitivo, extractos do meu artigo que provocou a réplica Lojista:
«Ao Dr. Pacheco Pereira devolvo as angústias que expressou a propósito do PND – e quanto ao seu partido, o PSD? É de direita ou é de esquerda? Advoga a regra da livre iniciativa privada ou a intervenção estatal? Defende o “choque fiscal”, como prometeu na campanha eleitoral, ou a subida incessante dos impostos, como aconteceu depois do PSD ter sido Governo? Quer o fim das empresas públicas desproporcionadamente deficitárias (conforme o seu partido anunciou nas vésperas das eleições), como a TAP, a RTP ou a CP, ou a manutenção de tudo como está (como acabou por decidir o actual Governo)? Apadrinha a reforma da Administração Pública pela necessidade da sua funcionalidade e racionalidade ou, como faz o Governo do PSD, meramente pela urgência em poupar dinheiro?»
(...)
«Não se podem levar a sério os anátemas do dirigente de um partido político que em Portugal já defendeu tudo e o seu contrário e agora acusa os outros de «não saberem o que querem». Na verdade, alguém neste país ou fora dele tem a mínima noção do que é o PSD ideologicamente? A final de contas, advoga o PSD a separação entre a política e os interesses do futebol, como diz Rui Rio, ou a sua íntima junção, como faz Santana Lopes? Possui o PSD a simples sombra da coerência e da frontalidade que vem exigir aos outros? É de direita ou de esquerda o Governo que quer nacionalizar os centros históricos das grandes cidades, esbulhando os direitos dos seus legítimos donos? É de direita ou de esquerda o Ministro da Agricultura que se quer apropriar dos espaços florestais dos pequenos proprietários culpando-os, juntamente com os bombeiros, do flagelo dos incêndios? Como é possível que destacados representantes do mais significativo “albergue espanhol” da política contemporânea desde o lendário Partido Revolucionário Institucional mexicano, venham apontar lacunas de posicionamento político a quem quer que seja! Muito menos a uma força política que acabou de se formar».

2003/11/15

O Teste 

Estranho score de 91/100. Nunca me vi como um austríaco. Para memória futura, aqui ficam os resultados:

Escola Austríaca: 21
Chicago: 3 (convictamente)
Lord Keynes: 1 (na dúvida)
Karl Marx: 0

Ódios de Estimação 

Motivado por esta posta no excelente Mar Salgado, é com outros olhos que leio um artigo no Público de hoje.
«"Ferro Rodrigues admitiu que existem 99 por cento de probabilidades de se recandidatar ao cargo de secretário-geral do PS, em Novembro de 2004, caso se chegue "à situação limite de ninguém mais querer avançar" e Manuel Maria Carrilho ficar na iminência de "concorrer sozinho"».

Ferro queixou-se ainda por Durão Barroso não lhe ter telefonado na sequência do atentado contra as tropas italianas no Iraque.

Ao mesmo tempo, porém, reconheceu que "enquanto líder do maior partido da oposição, não mantém contactos com o primeiro-ministro desde a ruptura nas negociações para a lei de financiamento dos partidos políticos." (excelente motivo para rupturas do "diálogo"...

Apesar disso (pasme-se - eu, pelo menos, pasmo-me), negou "estar de relações cortadas com o ministro de Estado e da Defesa, Paulo Portas". Espantoso, se se tiver presente o facto de, no discurso da rentrée, Portas ter sido escolhido para "interlocutor pivilegiado" de Ferro...

Feero Rodrigues tem-se desdobrado em grandes entrevistas (RTP, Visão, Antena 1), mas oposição que se veja, nada.

Nada tenho com a "vida interna do PS". Mas este estado de coisas é mau, parece-me, até para o próprio Governo.

Poderá FR libertar-se dos seus "ódios de estimação"? Por enquanto, tem-se limitado a coleccioná-los avidamente.

2003/11/14

O destino 

O Sumo de Laranja afirma: «a história política recente já mostrou o destino que está reservado a estes partidos sem uma clara origem ideológica, mantas de retalhos onde tudo cabe, o destino é uma página em branco».
Já demonstrou, sim senhor! O principal de entre eles está no Governo.

2003/11/13

Pinto da Costa e a Casa Pia (II) 

De início, senti-me de facto plagiado, mas depois, pensando melhor, fiquei reconfortado ao constatar que há mais portistas racionais (se é que a “bola” tem algo de racional...). Santiago neles “Manel”, que são piores que mouros!!!...

Pequena explicação sobre o Teste 

Em relação a algumas observações que recebemos no Mata-Mouros acerca da junção do retrato de Keynes com a legenda "Neoclássico", cumpre-me dizer o seguinte:
- Como pode ser comprovado no site do Ludwig von Mises Institute, o teste tem 4 respostas possíveis: "the austrian answer"; "the socialist answer"; "the Chicago answer"; "the keinesian/Neoclassical answer".

O Teste 

Um mediano “score” de 66%. Serei menos liberal? Mais filo-americano? Obviamente não-keynesiano. E certamente pessoa de bem! Eis a repartição das minhas preferências:

Mises – 9
Friedman – 14
Keynes/Marshall – 2
Marx – 0 (atestado de pessoa de bem)

Talvez “atlantista”? Vá lá saber-se o que isso é... Seja como for, meu Caro CAA, não entres em angústia existencial...

Pinto da Costa e a "Casa Pia" 

Ficamos a saber que o Manuel da Grande Loja é portista mas não vai muito à bola com o Pinto da Costa. Até fiquei com suspeitas que se trata de um dos Mata-Mouros. Isto é, claro, se eu não soubesse melhor...

O TESTE 

Não me correu bem. Não sou economista e entrei em campo nervoso. Fui apanhado de surpresa (falta de concentração competitiva) em alguns momentos do encontro. O resultado foi 77 em 100. A saber:

Austríaca - 15

Chicago - 7

Keynesiana/Neoclássica - 3 (à traição e em nítido fora de jogo).

2003/11/12

Parabéns ao Benfica por este empate arrancado a ferros 

Costumo ir todas as manhãs a um pequeno café junto a minha casa. O dono, Sr. Augusto, é um portista de gema e, invariavelmente, a nossa breve conversa trata dos assuntos da bola. Hoje falamos sobre o jogo em atraso que o Benfica iria cumprir na Madeira. Mostrei alguns receios quanto ao resultado.
- Eles até estão a jogar melhor - disse. O Sr. Augusto, às voltas com a máquina do café, virou-se lentamente para mim com um ar de profundo desdém intelectual.
- Estão a jogar melhor? Com o Beira-Mar foi aquela vergonha, depois lá ganharam a uns amadores da Suécia e aos desgraçados do Alverca, e estão a jogar melhor? Desculpe lá, mas anda a ler muitos jornais de Lisboa!
Atrapalhado, balbuciei uma tentativa de explicação misturada com uma negação titubeante, género S. Pedro, sobre a minha relação com os jornais da capital.
De dedo em riste, o Sr. Augusto sentenciou:
- Hoje é que se vai ver o que é que eles estão a jogar. Se empatarem é uma sorte.
E foi.

O primeiro acto de heroísmo 

Os militares portugueses da GNR já foram heróis. Hoje mesmo, quando aturaram a imbecilidade alucinante das perguntas dos Srs. jornalistas acerca da sua missão: «não tem medo de que surjam atentados?»; «não acha que esta missão é demasiado perigosa?»; «porque é que quer ir para um sítio onde há tanta guerra?». Os familiares foram, também, perturbados nas suas angústias pelo histerismo dos profissionais da informação ansiosos por se depararem com os receios e a dor de quem vê os seus partir. Uma tentativa parola de esgravatar os sentimentos dos outros numa hora de desespero.
Mas foi a primeira batalha que os soldados e as suas famílias tiveram de travar. Para já, venceram.
BOA SORTE!

Sampaio admite riscos da missão da GNR 

Que seria de nós, portugueses, sem a palavra lúcida, avisada e perspicaz da luminária política que ocupa o cargo de Presidente da República? Ele vê o que ninguém pode, ele pensa o que ninguém alcança, ele conclui o que ninguém infere. Ele é a figura mais emblemática do estado actual do sistema político português. É o símbolo dos elevadíssimos ideais revolucionários de toda uma geração.
Sempre que nós, portugueses, estivermos desanimados e à beira de uma depressão colectiva, basta-nos encarar este rosto assimétrico, aquele olhar vivo de inteligência e intrepidez, esta figura enérgica e carismática, para considerarmos que, afinal, podíamos estar muito pior do que supúnhamos.

República das bananas (IX) 

Meu Caro Nuno, eu confesso-lhe que já estou enjoado com o "tempo de antena" e, se lhe juntar mais este folhetim, fico enojado. Mas não é nada que eu não tivesse já previsto.

2003/11/11

Fair Play 

A elevação do Irreflexões é rara, mesmo na blogosfera. Também por isso, é notável.

A Hillary é que era 

A excelente rapaziada do Barnabé descuidou-se um pouco. Então não é que, encantados com a prestação da Hillary Clinton no imperdível "Daily Show", de Jon Stewart, chegam ao ponto de colocar a dúvida metódica de votar ou não na senhora caso ela se candidate à Presidência!!!
Então como é, caros Barnabés?! Tenham calma, vocês ainda não são americanos! Portugal ainda existe e fora daqui o vosso voto só conta para o Parlamento Europeu. Para a Presidência americana é que não. Por muita vontade que tenham, já que revelaram o vosso filo-americanismo, até agora escondido (comparável ao dos melhores), acho que, mesmo assim, as autoridades americanas não vos vão deixar fazer aqueles furinhos complicadíssimos nos cartões de voto.
De qualquer modo, parabéns! Continuem a assumir-se, saiam do armário! Comecem, desde logo, por mudar o nome do vosso blogue do portuguesíssimo Barnabé para Yankie Doodle Dandy.
(Para ver Hillary no Daily Show, clique aqui)

Um dia em Santa Maria 

Há muito tempo que um artigo num jornal não me dizia tanto. Esmagador na descrição do país que ainda somos.

O mistério de uma certa credibilidade mediática e judicial 

«Pedro Namora, que tem assumido a denúncia do escândalo na Casa Pia de Lisboa, partilhou várias residências, entre 1981 e 1995, com um homem que se assumiu como pedófilo».
(via Barnabé)

2003/11/10

Sobre a demagogia dos que se pensam anti-demagogos 

José Adelino Maltez esclarece, no Diário Digital, o sentido da expressão "demagogo", que, como se sabe, é uma das mais propícias aos exercícios retóricos daqueles que o são mas julgam que não.

Cara Lolita 

Sei que não tem razão.
Olhe que é precipitado fazer juízos de valor sobre quem não se conhece e sobre o que não se conhece.

Pedido de desculpas 

Acabei de de ver numa televisão o Ministro da Agricultura pedir desculpas aos bombeiros portugueses «pela má interpretação que as suas declarações possam ter causado». Incrível! Do mais politicamente correcto que pode existir. Um Ministro expressa a sua opinião, certa ou errada; apesar de dizer permanecer no sentido das declarações que proferiu, pede perdão (segundo me asseguraram, pela terceira vez) pelas diversas e desviadas interpretações que outros possa fazer daquilo que disse.
Guterres deixou Escola e está no meio de nós.

Eurobarómetro 

Alguns resultados do Eurobarómetro divulgado hoje (texto completo aqui, documento pdf, 4MB ).

Respostas dos inquiridos portugueses e média dos 15 Estados-membros actuais:

1.Que tipo de texto elaborou a Convenção Europeia?
34% dos portugueses respondeu correctamente (um projecto de tratado costitucional). A média europeia é de 29%.

2. A Convenção elabourou um projecto de tratado constitucional. Pretende lê-lo?
Sim: 55%
média europeia: 48%.

3. O documento final da Convenção tornar-se-á automaticamente a Constituição Europeia?
Sim: 32% (média europeia: 51%...).
Nota: nesta pergunta, os portugueses são, de entre os cidadãos dos actuais estados-membros, os que menos responderam "sim".

4. O documento final da Convenção será sujeito a votação nos parlamentos nacionais?
Sim: 60%

média europeia: 66%

5. O documento final será submetido a referendo em cada um dos Estados-Membros?
Não: 31%
média europeia (de "nãos"): 43%

6. Grau de satisfação com os resultados da Convenção:
% de respostas "muito satisfeito": 27%
média europeia: 29%
Paí­s mais satisfeito: Bélgica (38%)

7. Concorda com uma Constituição para a União Europeia?
Sim: 72%
média europeia: 70%
País mais concordante: Itália (83%).

8. Concorda com um Ministro dos Negócios estrangeiros europeu?

Sim: 43%
média europeia: 54%

9. Concorda com um Presidente do Conselho Europeu único?
Sim: 58%
média europeia: 58%

10. É indispensável que todos os cidadãos da União se pronunciem, em referendo, sobre o projecto de Constituição Europeia:
Portugal: 43% (em Junho eram 33%)
média Europeia: 45%
Nota: % de repostas é indispensável/essencial (não apenas "desejável")

11. Na sua opinião, o Projecto deveria ser
:
Aprovado tal como está: 20%
Parcialmente modificado: 36%
Radicalmente modificado: 6%
Rejeitado, mantendo-se os actuais Tratados: 16%
NS/NR: 23%
médias europeias: 10/48/8/13/20.

Conclusões:

"First of all, concerning the knowledge of the Convention, results have shown us that a significant drop in the notoriety of the Convention has occurred among the countries of the European Union, while among the Adherent countries, this notoriety has slightly risen. Furthermore, a vast majority of European citizens still cannot indicate the correct type of text the Convention has elaborated."

"Finally, concerning the adoption of the final draft Constitution, results for this second wave show that the holding of a referendum has become more essential to citizens of the EU countries than to those of the Adherent countries. As to the way the draft constitutional treaty should now be further handled, results continue to show that a relative majority of the general public wishes to see the text partially modified".

A conclusão mais interessante é a última:
"However, many obstacles lay ahead. The Intergovernmental conference must first succeed in reaching an agreement on a final text, which will suit the many demands made by individual Member States. Furthermore, as specified in the draft Constitution itself, the adoption of a final European Constitution is only possible with unilateral agreement of all 25 Member States of the future European Union".

E se esta exigência unânime não estivesse "specified in the draft Constitution itself"?
Parecem querer dizer-nos que a Convenção teve o cuidado de reservar aos Estados esta prerrogativa (ou então que fez mal em a prever), como se fosse do "Projecto" que resulta a obrigatoriedade de ratificação unilateral e unânime....

Caro Alberto, 

Não sei se tem razão .
Olhe que a Dulce também tem aparecido bastante na TV.

Elefantíase 

Quatro ligações a Espanha por linhas de alta velocidade! Um fartote! O investimento pagar-se-á? A exploração será rentável, ou pelo menos equilibrada? Detalhes irrisórios! Interessa sim que cada governo lance a obra faraónica que depois o perpetue na História. E não há forma de quebrarmos este ciclo dos elefantes brancos, esta incorrigível e ruinosa mania das grandezas. Oxalá eu me engane, mas palpita-me que isto vai ser mais um sorvedouro. Porque:

1. O investimento na infra-estrutura vai ser de monta. A linha do Norte terá de ser refeita em grande parte do percurso, depois de se terem já gasto alegremente mais de 400 milhões de contos.

2. A desregulamentação do transporte aéreo que em breve será uma realidade na UE, vai ter um enorme impacto na baixa das tarifas, tendência que será liderada pelas chamadas “low cost carriers”.

3. Empresas como a Ryannair, a Easy Jet ou a Virgin Express, que serão talvez as transportadoras aéreas que mais crescem na Europa, escalarão muito em breve os nossos aeroportos e com frequências crescentes.

4. Diga-se que a Easy Jet já voa para o Algarve, oferecendo o percurso Faro – Londres pela módica quantia de € 28,50 (é isso, menos de 6 contos!!!). Não custa portanto a crer que em breve pagaremos uma viagem a Madrid a um preço ainda inferior àquele.

5. O sucesso das “low cost carriers” será talvez a principal locomotiva do próximo “boom” da aviação comercial que já se anuncia e, em simultâneo, o grande travão à subida das tarifas.

6. O TGV ou qualquer comboio de alta velocidade, dificilmente conseguirão competir com o avião para viagens superiores a 300 kms. Ao contrário deste, o comboio exige elevados investimentos na via de circulação, única e finita e para a qual não existirão nunca operadores que a rendibilizem.

7. Por seu lado, o transporte aéreo dispõe de vias de circulação praticamente ilimitadas, tendo como constrangimento a capacidade dos aeroportos. Mas o redimensionamento destes implicará sempre investimentos menos onerosos e passíveis de ser rentabilizados.

8. Por outro lado, a exploração dificilmente se equilibrará, pois face aos custos de investimento, seja na via ou em material circulante, seria necessária uma frequência para a qual não haverá decerto procura.

9. Acresce a isto que, tratando-se de um investimento público, os custos finais duplicarão ou triplicarão os valores orçados, o que levará à prática de preços nada concorrenciais e que dificilmente serão competitivos face às tarifas aéreas.

O resultado já se vislumbra: preços subsidiados e à custa do cidadão de Bragança ou de Castelo Branco que nunca entrará no TGV. Quanto aos efeitos nas disparidades litoral / interior daí decorrentes, julgo que estamos conversados.

O aborto (do TGV) será a terapia mais adequada. Não se poderá referendá-lo?

República das bananas (VIII) 

Realmente a pesporrência e arrogância de Pinto da Costa não têm limites. Muito menos a sua insaciabilidade e “gratidão” dos dinheiros públicos que o financiam. Mas muito pior do que isso e porventura como causa disso, é o completo vergar de cerviz, a total falta de vergonha na cara que os “deputados de Sevilha” ostentam despudoradamente. O terem acedido ao convite do “papa” para um almoço e visita privada ao estádio, já foi algo de obsceno, depois da atitude daquele. O virem ao beija-mão na inauguração do estádio, representará uma atitude de completo desrespeito por si próprios e mais uma machadada na credibilidade da Instituição que eles integram e tinham por obrigação prestigiar.

Não estarão na festa o Presidente e o Primeiro Ministro, providencialmente “desviados” para a cimeira ibero-americana na Bolívia (seria indispensável irem ambos???...). Não fosse este evento, alguém duvida que também lá estariam com idêntica postura servil e acrítica?

Perfeitamente lírica a proposta de JPP ontem na SIC, sugerindo que o representante do Governo fizesse um discurso de desagravo. Mas quem ousaria tal neste País? E seria tão fácil!...

Os Melhores da Semana (aditamento) 

Prémio especial do Júri pela Melhor Invenção: «e outras diatrices do género», no Crítico Musical.

REVISTA DE BLOGUES XVI 

Os Melhores da Semana
Melhor Texto: «Dormi na casa dos meus pais...», no Azimutes;
Melhor Conselho: «UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA: Agora que já há um cego a comentar jogos de futebol, na rádio de Pinhal Novo, é tempo de pôr um mudo no lugar de Fernando Seara, no Dia Seguinte, da SIC-Notícias», no Mar Salgado;
Melhor Indignação: “Racismo”, no Bloguítica;
Melhor Comentário: empate entre «SOBE SOBE - São José Almeida tem a lata de colocar Álvaro Cunhal no topo da coluna "sobe e desce" do jornal Público, dizendo que o texto do ex-dirigente "Abre a possibilidade de um caminho novo ao PCP".Certamente o caminho da Coreia do Norte, Vietname, Laos, Cuba e China. É cada uma!», no Cidadão Livre, e “Cunhal”, no Flor de Obsessão;
Melhor Análise: “O Cinema e o amor dos tímidos perante o capitalismo tardio”, no Avatares do Desejo;
Melhor Viciado: Adufe;
Melhor Descoberta: “EURICO AUGUSTO CEBOLO”, no Cidadão Livre;
Melhor Posta: empate entre “FUTEBOL E GLÓRIA NACIONAL”, no Aviz, e “Notas Soltas de um Sábado de Novembro” (3), no Jaquinzinhos;
Melhor Blogue: Almocreve das Petas.

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