2003/08/17

Andreia II 

É uma “mourinha” de estilo nórdico mas de olhar calorosamente latino, que já aqui déramos a conhecer ao mundo. Na Única da última edição destes “morcoons” que não permitem linkagens, ela destaca-se claramente na reportagem sobre a lusa diáspora no Ceará. E a razão que a fez emigrar é a mais forte, a mais nobre, a mais bela de todas: a paixão. Só por ela, vale a pena comprar aquela folha-de-couve, que eu jamais sonhei em publicitar. Quem a tal se recusar por louváveis princípios e coerência, aconselho uma saltadinha à Praia das Fontes, onde se encantará in loco com todo o seu profissionalismo, simpatia e charme. Felicidades tropicais, Andreia!

Estimulante 

E, mais do que isso, saborosamente provocador, o novo blogue Cristóvão de Moura de Paulo Varela Gomes. Imperdível a sua posta sobre o dito. Será o prenúncio de interessantes, necessários e muito receados debates sobre o iberismo?

O "Muro" em Israel 

Já tinha expressado aqui dúvidas quanto à inteligência da decisão de Israel construir unilateralmente um “Muro” de separação entre si e os Territórios Palestinianos. Salvaguardando que a minha observação, distante e sossegada, de um problema tão trágico e permanentemente incandescente como este, com toda a probabilidade, poderá não conseguir a apreensão da realidade necessária para formular uma análise minimamente razoável.
Este é um tema em que - para quem opina de fora - é fácil resvalar na opção emotiva, falaciosa e aligeirada pelo vento que sopra no momento.
Mas há alguns factos que não podem ser ignorados: Israel é uma democracia; em nenhum momento, nem mesmo com as ameaças constantes à sua sobrevivência enquanto nação, o regime democrático foi posto em causa; a sua população tem um nível cultural, e não só, bastante superior ao dos seus vizinhos; os israelitas não parecem serem capazes de consentir de ânimo leve uma medida acentuadamente atentatória aos princípios básicos em que a sua existência colectiva está alicerçada.
Segundo um impressionante artigo de Gerald M. Steinberg, publicado no Jerusalem Viewpoints, as sondagens demonstram que cerca de 70% dos israelitas apoiam fortemente a continuação da construção do “Muro” – ou, como é denominada em Israel, “separation barrier” -, em paralelo com o "roadmap" e esforços renovados para acabar com a violência palestiniana através de negociações. Na verdade, o incremento do terrorismo numa das suas modalidades mais terríficas, os atentados suicidas, deixou poucas saídas consideradas “normais” para quem vê o conflito do exterior: “although a majority also supports trying the roadmap, Israelis have learned to be realistic, and expectations that this process will reach a successful conclusion, or even make serious progress, are very low. Three years of Palestinian terrorism, in which over 800 Israelis were killed, have left a great deal of skepticism regarding the likely outcome of another Middle East peace process. Many also question whether Israel should proceed with what is widely viewed as a poorly drafted and highly ambiguous document, with room for interpretations that do not serve the national interest”.
A construção do “Muro” não pode ser isolada dos sucessivos falhanços de todos os esforços em fazer com que as autoridades palestinianas abandonem as suas múltiplas cumplicidades com o terrorismo. Arafat é, verdadeiramente, o grande construtor deste e doutros muros que separam os dois povos.
Esta não será uma boa solução – apesar do método não ter sido um completo insucesso quando foi experimentado na ilha de Chipre. Mas a indispensabilidade de segurança e a falta de credibilidade dos líderes palestinianos para implementar a paz, são as justificações essenciais para se entender o firme apoio que esta medida tem na democracia israelita. Um remédio extremo, provocado por uma situação de estado de necessidade colectivo. Que o é, inegavelmente, e não apenas para Israel e os israelitas.

2003/08/16

O sexo dos alentejanos 

Grande blogue alentejano: o sexo dos anjos. Por paradoxal que possa parecer, o Mata-Mouros recomenda!

LIBÉRIA 

O Blogitica Internacional respondeu, de modo sério e ponderado, às questões que coloquei na "posta" anterior. Claro que aceito esses esclarecimentos. Mas o pretendido era que aqueles que demonstram uma ânsia pressurosa em apontar aos EUA todos os defeitos e todas as intenções mais perversas, me explicassem onde estavam, agora, esses torpes intentos. Nomeadamente, os "lucros" (expressão que faz o mais sereno "infiel" persignar-se) que justificam o desembarque de tropas americanas.

LIBÉRIA: perguntas para os Infiéis 

A pedido de toda a gente, os EUA viram-se forçados a desempenhar o papel de "polícia do mundo" e desembarcaram as suas tropas na Libéria.
Algumas perguntas para os Infiéis: o que é que eles têm a ganhar? Que inomináveis lucros escondidos fundamentam esta perigosa acção militar? Que interesses obscuros de cariz estratégico, económico, hegemónico ou outros é que farão com que os militares americanos se metam num vespeiro daqueles?
Espero ansiosamente as vossas elucidativas respostas. Entretanto, adianto que a minha visão sobre a questão é a seguinte:


2003/08/15

Patologias 

Não me vou pôr a comentar ou a rebater o estudo aqui referido, algo que já foi neste blogue superiormente feito pelo matador CAA e também pelo ValeteFratres e pelo Desesperada Esperança.
Direi apenas que as nossas “guerras” na lusa blogosfera não passam de picardias à beira dos combates colossais que os nossos “Santos Aliados” de além mar têm de travar com os infidelíssimos “liberais” lá do sítio. Direi ainda que seria inimaginável fazer-se estudo análogo no III Reich, na Itália de Mussolini, na Rússia de Stalin ou na Cuba do camarada Fidel. No Estado liberal americano, presidido pelo “hitleriano” Bush, isto não só é possível como até financiável pelo contribuinte. De que lado está afinal a tolerância?...

Finalmente! 

Este nosso profeta linkou-nos! Aleluia!!! Mais algum tempo e iríamos renegá-lo...

Vícios de Sempre (aditamento) 

Quando escrevi a "posta" anterior não tinha ainda visto a superior contestação do Valete Fratres! (claro!) e do Desesperada Esperança. Basta-me dar todo o "merecimento dos autos" para o improcedimento daquele ensaio de teoria.

Vícios de sempre (sobre um "estudo", o conservadorismo e a precipitada alegria de um Muro Sem Vergonha)  

O blogue que considero ser o campeão dos Infiéis, Muro Sem Vergonha, regozijou-se com esta notícia do Público onde se afirma que, a acreditar num "estudo" de psicólogos da Universidade de Maryland, "o conservadorismo é uma doença psicológica". Esfusiante, o Muro prossegue citando Stuart Mill e rebatendo ferozmente Ken Hamblin que se deu ao trabalho de desmontar aquela douta tese.
Claro que eu não o quero fazer. Humildemente, apenas me atrevo a notar não saber exactamente a que tipo de conservadorismo o "estudo" se refere. Também, não resisto a salientar que - independentemente da resposta à questão anterior – o esforço de encaixar Hitler em qualquer corrente do pensamento conservador constitui um lamentável erro histórico, cultural e político (que o Muro só terá cometido por mero lapso, compreensivelmente motivado pelo entusiasmo da sua muita fé). Igual juízo acontecerá, embora por razões distintas, se o mesmo for feito com Mussolini.
As ideologias políticas, quando têm um sentido e um propósito definido, podem ser melhores ou piores, consoante a perspectiva. Em muitos casos, é fundamental equacionar os resultados da sua aplicação concreta, se esta tiver existido. Assim, as consequências ignominiosas do fascismo italiano, do nacional-socialismo alemão, do marxismo-leninismo de Lenine (lui même), de Estaline, de Ceausescu, de Pol Phot, entre tantos outros, colocaram as ideias políticas dos seus protagonistas para além do “muro” da redenção. Sabemos que estas ideias não colhem porque vimos os seus terríveis frutos. A experiência é uma das etapas fundamentais do método científico.
O que já está fora do plano da Ciência, qualquer que seja a sua área, é atribuir uma dada qualidade a uma pessoa pelo simples facto desta aderir a uma ideia ou a uma ideologia. I. é, não parece racional dizer que um comunista sofre de uma demência ou enferma de um tipo de neurose, apenas porque alguma das figuras de referência da ideologia comunista padecia desse mal. O mesmo raciocínio poderá ser feito em relação a adeptos de qualquer outra ideologia. Na mesma linha, ainda que um número razoável de comunistas ou de nazis enfermassem de alguma demência devidamente diagnosticada, dessa premissa não seria curial adquirir que “os nazis” ou “os comunistas”, enquanto grupo, partilhavam essa mesma perturbação.
A ligação de um indivíduo a um conjunto de ideias políticas tem uma pluralidade de causas e não o define psicologicamente ou clinicamente. Deverão ser considerados, pelo menos, factores de natureza afectiva, emocional, social, moral, religiosa, histórica e económica (que diabo, Muro, e o materialismo económico?).
Insisto em não considerar de carácter científico qualquer explicação que atribui à opção individual por certa ideologia política uma qualificação genérica de cariz psicológico ou médico.
Aliás, isso já foi feito por diversas vezes na história, quer por pretextos políticos ou outros. Por exemplo, no “estudo” de Lombroso acerca do “homem delinquente”, na questão das heresias religiosas; também, quando estavam em causa algumas escolhas políticas foi moda em certos regimes do século XX decretar que tal se deveria a desvios mentais. Nem vale a pena dizer onde e quando. Se o Muro ganhar alguma Vergonha (esforço salutar e psicologicamente compensatório), com certeza, recordar-se-á.

"Apagão" deveu-se a um relâmpago 

Parece estar afastada a hipótese de atentado. Segundo a Sky News a causa foi um " lightning strike at a power plant in Niagara". Bom, sempre é mais digno do que aquela da cegonha (lembram-se?).

2003/08/14

Calamidade Pública XIII 

Pela minha parte, esta será a última "posta" acerca deste tema enquanto durarem os incêndios (independentemente do Mata-Mouros o poder continuar a fazer por intermédio do CL e do LR).
Estou demasiado chocado com o que se está a passar. Quer com a tragédia em si, quer com a falta de vergonha de quem tenta sacudir o "fogo do capote", quer, ainda, com alguns comentários na blogosfera vindos de blogues amigos e com lugar na Santa Aliança que se esforçam em defender o indefensável, desculpar o indesculpável, serem mais papistas do que qualquer Papa aceitaria ser. Uma desgraça que emerge da tragédia. Há por aí muitos candidatos a Luízes Delgados...

Costa Este dos EUA e Canadá sem electricidade 



Um enorme "apagão" acabou de suceder na Costa Este desde Nova York até Detroit! No Canadá afecta as zonas de Toronto e Otawa. Centenas de milhares de pessoas deambulam pelas ruas de Nova York sem transporte para casa. Ainda não se conhecem as causas, mas com as ameaças de iminentes ataques terroristas as perspectivas são inquietantes.

Indispensável 

A leitura da posta "Estado e Liberalismo: Realidade e Utopia" no indispensável Cataláxia, cada vez mais um blogue de referência.

Petições 

Um dos sinais de fragilidade da nossa sociedade civil torna-se bem nítido quando, periodicamente, somos confrontados com petições sobre os mais diversos temas e defendendo sempre causas supostamente muito nobres e consensuais. Os signatários acharão que, com uma simples assinatura da petição, ficará cumprido o seu dever de cidadania e passada a bola para o destinatário da mesma, quase sempre um órgão da Administração Pública. O princípio é por regra este: quem toma a iniciativa da petição nunca abdica de algo de seu, mas exige que o contribuinte, que geralmente a não assina, pague! Outra coisa que é um dogma adquirido é a própria causa em si, que nunca se deve pôr em causa. É assim e pronto! Não interessa qual a utilidade do objecto que se pretende atingir para os cidadãos em geral. Isso são questões menores.
Um caso muito concreto é esta petição, por sinal com alguns erros ortográficos - inadmissíveis em quem está preocupado com questões do foro cultural - e que vem na sequência de um “folhetim” já antigo que pode ser consultado aqui. Toda a gente sabe que os cinemas Batalha, Águia d’Ouro e muitos outros encerraram as portas muito simplesmente porque deixaram de ter espectadores. Aparentemente, ninguém está preocupado com as razões por que tal aconteceu, mas não será certamente por as pessoas terem deixado de gostar de cinema. Será sobretudo por questões de conforto e segurança e da falta de visão dos empresários do sector para acompanhar a evolução dos padrões de gostos e preferências dos seus Clientes. E estes, quando sentem que não estão a ser servidos com a qualidade que pretendem, mudam de fornecedor. Mas isso (satisfação do consumidor) são pormenores desprezíveis. O importante é que a Câmara (leia-se, o contribuinte) “assuma a gestão dos imóveis” e “devolva os cinemas à cidade”. Dito de outra forma, custos da estrutura para o contribuinte, proveitos para o(s) grupo(s) que fosse(m) explorar as salas. E, se depois disso continuasse a não haver espectadores, pedir-se-ia um subsídio para que quem lá trabalhasse (?) continuasse a receber sem nada fazer.
Numa sociedade civil dinâmica, não haveria lugar a petições ridículas e mal escritas como aquela, mas apareceriam por certo empreendedores que, se detectassem oportunidades de negócio na exploração de cinemas na Praça da Batalha, o fariam pela certa. Também é certo que, embora sem salas naquela praça, os consumidores de cinema jamais sentiram escassez de oferta.
Quando neste País se chegar à conclusão que a cultura também pode ser um negócio, teremos por certo mais e melhor cultura. E isso acontecerá a partir do momento em que o Estado sair do sector e reduzir os subsídios a zero.

AFINIDADES 



Cortesia do The Intellectual Activist

Um a fazer por dois 

O PG, que já nos tinha habituado a lúcidos comentários acerca de questões internacionais neste blogue, agora vai-nos brindar com um novo blogue para temas mais caseiros: Bloguitica Nacional. Ainda bem.

2003/08/13

Instituto de Socorros a quê? 

Leiam esta história escabrosa mas reveladora do país que ainda somos (via Jaquinzinhos e Desblogueador de Conversa).

13 anos depois... 

Depois de “despejar” freneticamente a posta anterior, reli o artigo “Quando eu tinha 12 anos”. É brilhante. Mas não pude deixar de pensar que, 13 anos depois, o seu autor se transformou na antítese de Sá Carneiro. Em quase tudo.
Quantos meninos de hoje nunca serão de direita porque Paulo Portas lhes causa o mesmo tipo de repugnância que o “companheiro Vasco” originou há 27 anos a ele, a mim e a tantos outros?

O meu 25 de Abril para sempre 

O Contra a Corrente transcreve um artigo de Paulo Portas datado de 1990. Aí, o ex-jornalista confessa algumas memórias que o fizeram ser de direita. O texto é notável, quase emocionante. Revejo-me um pouco nele já que tenho quase a mesma idade. Conheço aquelas sensações, mas a minha iniciação política não aconteceu em colégios de Jesuítas ou nas “missas”. Também me lembro do esbracejar demente do "companheiro Vasco". Do sempre simpático Otelo a dizer que era "preciso mandar a direita para o Campo Pequeno". Do Cunhal que queria “partir os dentes à reacção”. Como tantos que, nesse tempo, ainda eram quase meninos, fui politizado à pressão. Não tanto de fora para dentro; mas lia e absorvia tudo.
Recordo uma certa aula de português no Liceu D. Manuel II (nessa altura, funcionava lá o Ciclo Preparatório) quando alguns de entre os mais velhos – estranhamente, embora não devessem ter mais de 16 anos, acho que usavam todos barbas! - abriram a porta da sala ao pontapé decretando que havia uma greve. Acto contínuo, uma manifestação improvisada pela rapaziada marchou para o Carolina Michaëlis – um Liceu feminino - visando “libertar” as estudantes oprimidas. Lembro-me de RGA’s, comunicados, listas para as Associações de Estudantes e dos inevitáveis tumultos em que tudo isso redundava. Da polícia, mais por medo que por maldade, a disparar contra uma manif. de miúdos em frente ao Liceu (ainda lá está um buraco da bala na grade).
Vi meu pai, entusiasmado como nunca mais esteve, a fazer “sessões de esclarecimento” pelo extinto PPD por esse país fora. Algumas correram mal, boicotadas violentamente pelos partidos de esquerda e tive aí o meu baptismo de tolerância democrática. Conheci Sá Carneiro. Era um homem pequeno, pouco mais alto do que eu, na altura. Sobranceiro, aparentemente demasiado altivo para aqueles tempos e para a sua figura. Mas, inexplicavelmente, mesmo agora, ainda sinto o respeito magnético que a sua presença transmitia.
Tenho na memória a imagem obsidiante do discurso de Spínola a reconhecer a inevitabilidade da “auto-determinação” das “províncias ultramarinas”. Lembro-me do meu tio de África, um rosto forte de tez enrugada, macerado pela percepção de uma vida que a história estava a arruinar. Vejo os meus primos a chegar quase sem nada.
Lembro-me de acompanhar na rádio e na televisão a “inventona” do 28 de Setembro. E o 11 de Março. E as nacionalizações. E os Governos Provisórios.
E a lenta reconquista da Baixa do Porto, que começou na célebre manifestação do “Cicap” - por casualidade, nessa noite em frente à Câmara do Porto, fui entrevistado pela BBC! Juro! Orgulhoso do meu “accent”, lá fiquei a perorar do alto dos meus 13 anos, assegurando que “Portugal will never be a comunist country”, enquanto a multidão em redor berrava, piedosamente: “a foice e o martelo na cabeça do Otelo”. Infelizmente, nunca tive ocasião de rever esse meu momento de glória internacional. E as músicas. Algumas eram belas, outras ensinavam que “mais vale ser um cão raivoso, do que um carneiro; a dizer que sim ao pastor o dia inteiro. Viva, viva o cão raivoso que sabe onde ferra, olhos atentos e patas na terra!” (já no tempo, a opção oferecida me parecia muito limitada; o autor desta pérola era o Sérgio Godinho)

Tudo isso e muito mais colocaram-me à direita, para sempre suponho. Os fundamentos vieram depois. Do anti-comunismo primário, evoluí - quando conheci o direito e o liberalismo - para um sentimento profundo e pensado da Liberdade. Mas nunca esqueci as minhas origens políticas, de menino-homem a devorar jornais, (maus) livros ideológicos, irritantemente a meter o nariz em todas as conversas políticas, a açambarcar argumentos e a ouvir canções que cantava sem gostar das letras.

2003/08/12

Desculpas 

Um terrível lapso fez com que durante vários dias os links para os blogues Opções Inadiáveis e Tomar Partido estivessem errados. As nossas desculpas pelo lapso e pela tardia correcção.

Tantos truques, para quê? 

Cada vez que leio uma notícia sobre uma decisão do Juiz Rui Teixeira não posso evitar um calafrio. Para além de alguns erros - que considero graves - acresce um sentido excessivamente calculista no que toca a prazos de recursos que impedem a aferição das suas próprias decisões - o que reputo de desastroso. Desta vez, tornou quase inútil o recurso para o Tribunal da Relação quanto à inquirição para memória futura "cara a cara" das testemunhas (muito discutível, como já referimos) e a diligência terá de se iniciar conforme está já estipulado, correndo-se o risco de, mais tarde, ser anulada.
Este Juiz usa e abusa da táctica do facto consumado. Num caso judicial que deveria primar pela transparência, estes truques processuais em nada ajudam a Justiça portuguesa.

Grave Evidence (via Chicago Boyz) 


Uma pequena ajuda dedicada ao esforço dos nossos "Infiéis" - e alguns "Nins" - em encontrar as WMD.

Crimes que valem a pena 

Já tinha visto algumas referências ao Os Crimes do Padre Amaro mas, sem se dever a qualquer razão especial, nunca tinha visitado. Hoje fui, vi e gostei muito.

2003/08/11

Catolicismo, Protestantismo e Liberalismo - um modelo a seguir nos debates futuros 

Inaugurando um modelo de arquivo facilmente disponível, questão já amplamente discutida por JPP, a Causa Liberal disponibilizou uma sequência de "postas" com base num diálogo interessantíssimo mantido no seu blogue entre LAS e AAA acerca do Liberalismo, Potestantismo e Catolicismo. Um dos melhores exemplos para provar que as dúvidas sobre a utilidade dos blogues são demasiado despiciendas - e, sobretudo, que os "opinion makers" não nasceram com essa característica escarrapachada na testa, antes a ganharam com discussões assim.

Os Melhores da Semana (aditamento) 


As duas últimas "postas" da Catalaxia, particularmente a "Direito e Liberdade - Parte II" (embora já escrita nesta nova semana), são a demonstração que esse blogue não prima apenas pelo humor. Embora não tenha exactamente a mesma visão acerca do "direito liberal", o nível do que foi escrito obriga-me a alguma investigação antes de me atrever a entrar na liça (pena é o Hayek em francês; só se for para o EPC chegar lá).

| Última |

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Listed on BlogShares